- O que fui, o que sou e o que serei...
sábado, 22 de outubro de 2011
presente.
é arrepiante a maneira como a vida muda, como nos deparamos com situações nunca antes imaginadas. é arrepiante a maneira como te fazem ver que custa crescer, custa olhar para o lado e não veres aquele amigo ou amiga que meses antes partilhou contigo emoções, aventuras, sorrisos. e continuas a percorrer o teu caminho, deixando algumas coisas para trás e naqueles momentos em que estás sozinho debruçado em memórias reparas que perdeste. não perdeste um, mas milhões de momentos que não poderiam ser escritos nestas páginas. não perdeste um abraço, mas sim dezenas deles. e depois, acordas todas as manhãs com vontade de fechar este livro e abrir o antigo, procurar as pessoas que te fizeram passar os melhores momentos da tua vida nos teus velhos tempos, dizer-lhes a falta que elas te fazem e como os teus dias são cinzentos sem a presença delas. contar-lhes o que viveste até hoje e abraçá-las como se o mundo acabasse agora. pedir-lhes desculpa pelos erros cometidos, pelas minímas coisas que ficaram por dizer. olhá-las nos olhos e repetir centenas de vezes "cuida-te. sê forte. estarei sempre aqui". porém, no fundo, sabes que será difícil manter intacto tudo aquilo que construiram até á data, sabes que amanhã podem passar por ti na rua e não te conhecer, sabes que vão acontecer imensas coisas, mas no teu interior cada sorriso, gesto, cada pormenor dos momentos mais marcantes ficarão gravados. e no fim, podem até esquecer-te, no entanto, tu nunca os esquecerás. e o que resta? as saudades.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
COMO NOVA? TALVEZ...
como nova? talvez seja assim que me sinta. com novos pensamentos, novos projectos, novas ideias... uma imensa vontade de virar e revirar histórias, as minhas histórias. com uma imensa vontade de começar um novo capítulo e fechar o antigo, com uma imensa vontade de deixar tudo aquilo a que me prendi (que me destruiu) e começar a valorizar mais o que realmente merece esse tal valor que tantos desperdiçam. se parares para pensar, tal como eu parei, apercebeste de que não vale a pena seres mais aquela pessoa que dá tudo em troca de nada. não vale a pena o esforço que fazes por certas pessoas que nunca reconhecerão isso, não vale a pena acordares triste de manhã e pensares que falta aquele alguém fundamental na tua vida, quando esse alguém está vivendo a sua vida da melhor maneira ignorando o que pensas, sentes, fazes, queres... não vale a pena. cheguei ao ponto de me cansar. cansei-me desta rotina. cansei-me de correr atrás de quem foge cada vez mais de mim. cansei-me de tentar fazer os impossíveis. (..)
hoje quero que saias da minha vida. força! vai e não voltes nunca mais. estou melhor sem ti. sou forte, vou superar isto. vai! força! mostra-me que também és forte e eu admirar-te-ei apenas por isso.
p.s. e isto não é a ferida que causaste no meu peito a falar mais alto, sou eu a mostrar-te que posso ser superior aos teus caprichos e ás tuas fases estáveis e instáveis. SOU EU A QUERER MUDAR, A QUERER MUDAR-ME!
(por fim, obrigada. fizeste-me crescer.)
hoje quero que saias da minha vida. força! vai e não voltes nunca mais. estou melhor sem ti. sou forte, vou superar isto. vai! força! mostra-me que também és forte e eu admirar-te-ei apenas por isso.
p.s. e isto não é a ferida que causaste no meu peito a falar mais alto, sou eu a mostrar-te que posso ser superior aos teus caprichos e ás tuas fases estáveis e instáveis. SOU EU A QUERER MUDAR, A QUERER MUDAR-ME!
(por fim, obrigada. fizeste-me crescer.)
domingo, 7 de agosto de 2011
até um dia.
uma parede. duas pessoas. não consegues escutar os meus gritos desesperados. não consegues derrubar a parede que nos separa. não consegues ver-me, nem eu a ti. no entanto, vives bem dentro de mim e aquela distância não é nada, apenas não te vejo, não te ouço. prometeste não abandonar aquele local e eu continuo presa naquela que, desde á muito, é a minha casa. aquela casa que me trás recordações de tempos que passamos juntos, de sorrisos, abraços, carinhos(..) partilhados. e continuas sem me ouvir, sem ouvir a minha voz que tanto implora para que me tires daquele sitio onde daqui a uns tempos acabarei por morrer, a minha voz acabará por romper, a minha visão acabará por desaparecer e os meus ouvidos acabarão por apagar-se. irei perder todos os sentidos... irás gritar e eu não te irei ouvir... irás querer ouvir aquela voz que tantas vezes te acalmou e eu não conseguirei pronunciar uma única palavra... irás querer que eu veja o teu belo rosto que demonstrará arrependimento e eu não conseguirei.
não consegues ver o que está para lá daquela parede nem ouvir o meu choro desvairado. e eu irei morrer ali e comigo irá morrer o brilho dos teus olhos e o sentimento que contigo criei(..) e naquela parede ficará gravado o meu rosto, invisível aos teus olhos. e será que consegues imaginar a falta que me fazes?
NÃO CONSIGO MAIS.
não consegues ver o que está para lá daquela parede nem ouvir o meu choro desvairado. e eu irei morrer ali e comigo irá morrer o brilho dos teus olhos e o sentimento que contigo criei(..) e naquela parede ficará gravado o meu rosto, invisível aos teus olhos. e será que consegues imaginar a falta que me fazes?
NÃO CONSIGO MAIS.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
para ti
estou tão feliz. obrigada pela mensagem. obrigada por mostrares que me queres ver. obrigada por me fazeres sentir que sou importante. obrigada por, apesar de longe, ainda te lembrares de mim. obrigada por me fazeres ver que nada foi em vão. obrigada por depois de tudo ainda te lembrares de mim. obrigada por dares notícias sempre na altura certa. obrigada por tudo aquilo que não és capaz de imaginar, obrigada pelo bem que me fazes, obrigada por seres tu, apenas tu a fazer-me sentir por um momento a pessoa mais feliz do mundo. obrigada por acreditares em nós mesmo depois de tudo o que disse, obrigada por te lembrares do que fomos! obrigada. nunca te disse, nem nunca serei capaz de dizer, mas foste das melhores coisas que apareceu na minha vida. OBRIGADA! OBRIGADA! (...)
sexta-feira, 29 de julho de 2011
deixei(-te)
A minha vida deu uma reviravolta. Ontem estavas aqui e hoje já não estás. Deparei-me com a tua saída repentina mas previsível. Eras o meu alicerce, a minha maior conquista, um dos meus maiores orgulhos. Eras parte de mim, parte daquilo que me ajudaste a ser. essa parte deixou de existir a partir do momento em que viraste costas e desapareceste para lá do horizonte, deixei de te avistar, deixei de saber como estavas, se precisavas de mim, deixei de me preocupar, deixei de fazer parte de ti, da tua vida. Deixei. Consequentemente deixei-te. porém, não me arrependo. Dei-te sempre o melhor de mim e sei que tu também deste (á tua maneira, mas deste). Em mim ficou um pouco de ti, um pouco do que aprendemos, um pouco do que vivemos, um pouco do que fomos. Em mim ficou um vazio gigantesco, uma saudade ainda maior! Em mim ficou também um grande “até já” ou “até depois”. Sei que voltarás. Talvez para me agradeceres apenas ou marcares a tua presença. Meros suspiros, meros olhares mostrar-me-ão algo que vindo de ti é sempre importante. E todas as promessas foram quebradas. Era para sempre, lembraste? Para sempre é tempo demais. Um para sempre que acabou naquele instante, um para sempre que com o tempo se veio a degradar. Perdi o controlo dos meus actos e tu fizeste o mesmo. Os teus actos eram inconscientes e os meus desnecessários.(..)
lá no fundo, bem no fundofazes-me falta. No entanto, não consigo mostrar isso.(..)
“I wish that I could take it back but it’s over”
lá no fundo, bem no fundo
“I wish that I could take it back but it’s over”
quinta-feira, 7 de julho de 2011
inexistente.
e as palavras fogem-me novamente por entre os dedos, esvaziando-me a mente, como se em mim crescesse algo estranho e incomum. palavras ditas no silêncio da minha voz rouca. palavras escritas numa folha velha. palavras sussurradas ao teu ouvido. ainda te lembras? éramos sonhadores incompreendidos, heróis de banda desenhada, personagens principais de histórias inacabadas. criamos alegrias em todos aqueles que se sentaram na sala de cinema apenas para nos verem. criamos esperança naqueles que abandonaram a sala a meio do filme, afectados com o sentimento verdadeiro que aquele filme transmitia. era o nosso filme. ainda te lembras? um filme bem real. mágico. único. era nosso. e todos aplaudiram, sorriram, renasceram! e todos aprenderam connosco o valor inconfundível da união. e todos ficaram felizes pelo menos durante dois minutos. e hoje.. todos recordam com saudade tudo isso. até eu. e eu sei que tu também. no fundo, lá no fundo do meu interior que hoje se encontra congelado, eu sei que sabes que eu estava á altura do desafio. eras um óptimo actor. e eu tentei sempre estar ao nível de exigência que tu me propunhas. fizemos páginas das revistas em todo o mundo e fomos novamente aplaudidos. deram-nos força para continuar. ainda te lembras? continuamos unidos e fixados apenas naquele objectivo. porém, eu nunca esqueci o que foste no passado. um alguém protector, um alguém comum. um alguém meu. não era só no mundo fictício que éramos um do outro. na vida real também. foste tu. o verdadeiro homem da minha vida. o verdadeiro poder que possuí até ao dia em que fechei os olhos e parti. o verdadeiro. ainda te lembras?
contudo, estas são as palavras de alguém inexistente.
contudo, estas são as palavras de alguém inexistente.
sábado, 18 de junho de 2011
e esta (não) sou eu.
houve uns tempos em que me senti tão feliz, em que acordava tão feliz, em que percorria mundos tão feliz, em que fazia tudo em função daquele meu ser tão feliz. era eu, tão feliz. houve uns tempos em que a vida corria bem e eu para o futuro só previa que ela corresse ainda melhor. porém, existiram contratempos, imprevistos e as minhas previsões revelaram que eu estava errada e toda essa felicidade desapareceu. aquele ser deixou de existir, o meu verdadeiro 'eu' deixou de existir e transformei-me nisto. há dias em que penso que talvez esteja bem, que este é o caminho certo, que as coisas aconteceram assim e só tenho que aceitar e superar, reagir e ultrapassar, no entanto, há outros dias que me fazem acreditar vivamente que este não é, de todo, o caminho certo e se pudesse escolher saltava para outro livro, noutro caminho, noutro tempo, noutra história.
o tempo passa e a relação de mim para mim torna-se cada vez mais confusa. não sei o que quero, não sei pelo que espero, deixei de pensar no amanhã. penso apenas num hoje, porque essa é a minha única certeza e as incógnitas são cada vez mais constantes. há dias em que consigo suportar as voltas que a minha vida deu nos últimos tempos, mas há outros dias em que isso é praticamente impossível. em mim cresceu um lado positivo que anteriormente não havia e isso faz-me levantar.
e eu cresco. não deixo de crescer. sei que todas estas fases irão passar e num futuro (não muito próximo) irei gritar vitória. hoje essa vitória não me diz nada, mas amanhã será diferente. a minha vida muda e eu mudarei com ela.
o tempo passa e a relação de mim para mim torna-se cada vez mais confusa. não sei o que quero, não sei pelo que espero, deixei de pensar no amanhã. penso apenas num hoje, porque essa é a minha única certeza e as incógnitas são cada vez mais constantes. há dias em que consigo suportar as voltas que a minha vida deu nos últimos tempos, mas há outros dias em que isso é praticamente impossível. em mim cresceu um lado positivo que anteriormente não havia e isso faz-me levantar.
e eu cresco. não deixo de crescer. sei que todas estas fases irão passar e num futuro (não muito próximo) irei gritar vitória. hoje essa vitória não me diz nada, mas amanhã será diferente. a minha vida muda e eu mudarei com ela.
domingo, 5 de junho de 2011
fim.
dei o melhor de mim a alguém que hoje não reconhece isso, fiz o que pude. errei e talvez hoje tenha o que mereço, porém, tentei remediar, tentei que pudessemos voltar, não consegui e agora cansei-me. por isso, boa viagem!
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