- O que fui, o que sou e o que serei...

domingo, 7 de agosto de 2011

até um dia.

uma parede. duas pessoas. não consegues escutar os meus gritos desesperados. não consegues derrubar a parede que nos separa. não consegues ver-me, nem eu a ti. no entanto, vives bem dentro de mim e aquela distância não é nada, apenas não te vejo, não te ouço. prometeste não abandonar aquele local e eu continuo presa naquela que, desde á muito, é a minha casa. aquela casa que me trás recordações de tempos que passamos juntos, de sorrisos, abraços, carinhos(..) partilhados. e continuas sem me ouvir, sem ouvir a minha voz que tanto implora para que me tires daquele sitio onde daqui a uns tempos acabarei por morrer, a minha voz acabará por romper, a minha visão acabará por desaparecer e os meus ouvidos acabarão por apagar-se. irei perder todos os sentidos... irás gritar e eu não te irei ouvir... irás querer ouvir aquela voz que tantas vezes te acalmou e eu não conseguirei pronunciar uma única palavra... irás querer que eu veja o teu belo rosto que demonstrará arrependimento e eu não conseguirei.
não consegues ver o que está para lá daquela parede nem ouvir o meu choro desvairado. e eu irei morrer ali e comigo irá morrer o brilho dos teus olhos e o sentimento que contigo criei(..) e naquela parede ficará gravado o meu rosto, invisível aos teus olhos. e será que consegues imaginar a falta que me fazes?
NÃO CONSIGO MAIS.

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